‘DESCANÇAR’: MONITOR ERRA GRAFIA DE COMANDOS NA ESTREIA DE ESCOLA CÍVICO-MILITAR EM SÃO PAULO

Imagens registraram policial militar corrigindo as palavras após ser alertado durante atividade com estudantes.O flagrante gerou repercussão por ocorrer no primeiro dia de funcionamento do modelo cívico-militar na escola. Os policiais que aparecem nas imagens participam do programa como monitores, função voltada a atividades de disciplina, orientação e formação cívica, enquanto o conteúdo pedagógico permanece sob responsabilidade dos professores da rede estadual.

04/02/2026

Um policial militar que atua como monitor em uma escola estadual cívico-militar em Caçapava, no interior de São Paulo, cometeu erros de ortografia ao escrever comandos militares na lousa durante atividade com estudantes no início do ano letivo.

O episódio ocorreu na Escola Estadual Professora Luciana Damas Bezerra e foi registrado pela equipe de TV Vanguarda, afiliada da Globo, que acompanhava a implantação do modelo na unidade.

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De acordo com as imagens, dois agentes orientavam os alunos sobre movimentos típicos de ordem unida — conjunto de comandos associados à disciplina militar, como “sentido”, “descansar” e “continência”.

Enquanto um dos monitores explicava os exercícios, o outro foi ao quadro para escrever os nomes dos comandos e grafou as palavras “descançar” e “continêcia”. Após ser alertado, ele corrigiu primeiro a grafia de “descansar” e, depois, a de “continência”.

O flagrante gerou repercussão por ocorrer no primeiro dia de funcionamento do modelo cívico-militar na escola. Os policiais que aparecem nas imagens participam do programa como monitores, função voltada a atividades de disciplina, orientação e formação cívica, enquanto o conteúdo pedagógico permanece sob responsabilidade dos professores da rede estadual.

Segundo a Secretaria da Educação de São Paulo, os monitores passam por processos periódicos de avaliação e não atuam diretamente no ensino das disciplinas escolares. A pasta afirma que cabe aos docentes a elaboração e aplicação do conteúdo pedagógico nas unidades que adotam o modelo.

O programa cívico-militar é defendido pelo governo paulista como estratégia para melhorar o ambiente escolar e o desempenho dos alunos. No entanto, o modelo tem sido alvo de críticas de especialistas e de parlamentares da oposição, que questionam a eficácia da militarização como política educacional e apontam a falta de evidências sobre impactos positivos no aprendizado.

 

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