EM TRÊS LAGOAS, RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO DA UFMS É INTERDITADO POR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES
Para atender os estudantes em situação de vulnerabilidade que utilizam o Refeitório Universitário de Três Lagoas, a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis irá publicar um edital de Auxílio Alimentação, visando suprir o período em que o RU estará fechado para atendimento. O início do semestre letivo está agendado para 10 de março.
24/02/2025
O Restaurante Universitário (RU) do Câmpus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi interditado na manhã de segunda-feira, 24 de fevereiro. A decisão foi seguida pela interrupção do contrato com a empresa M.A.B LIMA & CIA LTDA, devido à detecção de indícios de irregularidades.
A Procuradoria Federal da UFMS orientou a Pró-Reitoria de Administração e Infraestrutura a solicitar uma investigação confidencial junto à Delegacia da Polícia Federal e à Procuradoria da República em Três Lagoas/MS.
Segundo a Procuradoria Federal, a análise dos documentos indica “vários ilícitos administrativos e criminais, seja pelo descumprimento do contrato administrativo em andamento, incluindo atos de superfaturamento”.
Como medida preventiva, a Procuradoria sugeriu a interrupção do processo de licitação em curso para a contratação de empresas fornecedoras para os Restaurantes Universitários dos campi de Campo Grande, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana, uma vez que a empresa sob investigação também está envolvida nesse processo seletivo.
Com o objetivo de reduzir os efeitos nos alunos em situação de vulnerabilidade que usam o RU de Três Lagoas, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis lançará um edital para o Auxílio Alimentação. A ação visa assegurar a nutrição dos alunos durante o período de interrupção dos serviços, particularmente próximo ao começo do semestre letivo, agendado para 10 de março.
A Pró-Reitoria de Administração e Infraestrutura, em colaboração com a Corregedoria da UFMS, conduzirá avaliações similares nos contratos dos outros Restaurantes Universitários da instituição, com o objetivo de prevenir possíveis irregularidades adicionais. Se confirmadas as suspeitas, todos os envolvidos estarão sujeitos a processos disciplinares, civis e criminais, com a obrigação de pagar uma indenização aos cofres públicos da universidade.