EM TRÊS LAGOAS, ENQUANTO OS PROFESSORES PROTESTAM, O SINDICATO PROMOVE HAPPY HOUR.

Contudo, ao invés de intensificar o movimento e intensificar a mobilização, o SINTED optou por realizar uma festa, suscitando dúvidas sobre suas verdadeiras prioridades. Para muitos docentes, a celebração é vista como um gesto de desleixo e desinteresse.

15/03/2025

Em um período em que os docentes de Três Lagoas lidam com desafios e pedem melhores condições de trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTED) optou por uma estratégia, no mínimo, polêmica: realizar um Happy Hour na sede da entidade. O comportamento causou indignação entre os educadores, que interpretam o acontecimento como um indício de afastamento entre o sindicato e a classe que deveria representar.

Nesta sexta-feira (14), professores saíram às ruas para protestar contra a deterioração da educação, o descumprimento de acordos e a ausência de reconhecimento da categoria. O descontentamento é amplo, e a desilusão com a administração municipal se junta às exigências direcionadas ao próprio sindicato, que deveria estar na vanguarda dessas batalhas.

Contudo, ao invés de intensificar o movimento e intensificar a mobilização, o SINTED optou por realizar uma festa, suscitando dúvidas sobre suas verdadeiras prioridades. Para muitos docentes, a celebração é vista como um gesto de desleixo e desinteresse.

A escolha de manter a festa, mesmo em meio à crise na educação municipal, reforça uma crítica constante: a distância do sindicato da realidade dos trabalhadores. Há muito tempo, uma parcela da categoria acusa o sindicato de priorizar interesses políticos e pessoais em detrimento dos interesses dos trabalhadores.

Embora o Sindicato justifique a festa como um evento previamente marcado, o cenário atual demandaria, no mínimo, uma postura mais contundente e uma reavaliação das prioridades. Não é a primeira vez que sindicatos são pressionados por comportamentos que evidenciam um descompasso com as necessidades urgentes da categoria que representam.

A revolta dos professores contra a atitude do SINTED pode ter consequências. Existem aqueles que defendem uma reformulação na gestão sindical, demandando mais transparência e engajamento na batalha da classe. Alguns pensam em procurar métodos alternativos para pressionar o governo sem se basear exclusivamente no sindicato.

Ao mesmo tempo, a insatisfação aumenta. O corpo docente continua nas ruas, em busca de reconhecimento, enquanto o SINTED dança ao ritmo de sua própria canção. O questionamento que permanece é: quem realmente está batalhando pela educação em Três Lagoas?

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