TRAGÉDIA EM FAMÍLIA: FILHO MATA PAI COM SEIS TIROS NA CABEÇA APÓS BRIGA POR QUINTAL EM CAMPO GRANDE

Crime ocorreu no Bairro Nova Lima na tarde deste domingo; suspeito fugiu de motocicleta após presenciar o pai agonizando.

19/01/2026

Nilson Lobão/Saiba Tudo

CAMPO GRANDE, MS – O que começou como uma desavença rotineira por organização doméstica terminou em parricídio na tarde deste domingo (18). Romário Paes Cardoso foi executado pelo próprio filho, identificado apenas como Adriano, com seis tiros na cabeça. O crime ocorreu na Rua Guia-Miçu, no Bairro Nova Lima, sob o olhar de seis crianças que brincavam no local.

O Estopim da Violência

A briga teve início por um motivo fútil: a organização do quintal compartilhado. Segundo informações apuradas no local, a madrasta de Adriano solicitou que ele recolhesse bolas de crianças espalhadas pelo terreno. A troca de mensagens entre a madrasta e a esposa do suspeito acirrou os ânimos, levando Adriano a interromper uma partida de videogame para confrontar a mulher do pai.

Testemunhas relataram que Adriano “partiu para cima” da madrasta. Ao presenciar a cena, Romário interveio em defesa da companheira. Foi nesse momento que o filho sacou a arma e disparou contra o rosto do pai.

Crueldade e Fuga

Peritos e policiais na cena de homicídio. (Foto: Juliano Almeida)

De acordo com o delegado Felipe Rossato, responsável pelo atendimento inicial, o crime foi marcado por frieza. “O filho deu um primeiro tiro e, como o pai estava agonizando, voltou e atirou mais vezes”, afirmou a autoridade policial. A violência dos disparos deixou o rosto da vítima completamente deformado.

Após a execução, Adriano fugiu em uma motocicleta. De forma perturbadora, vizinhos relataram que ele chegou a cumprimentar conhecidos durante a fuga. A esposa do suspeito, que inicialmente havia deixado o imóvel em um carro, retornou ao local horas depois e foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento.

Histórico de Conflitos

Vizinho desolado ao ver corpo de Romário. (Foto: Juliano Almeida)

Moradores da região afirmam que a relação entre pai e filho era marcada por hostilidade. Embora vivessem em casas diferentes, ambos dividiam o mesmo terreno, de propriedade de Romário. As disputas por espaço e as dificuldades de convivência entre as duas famílias eram frequentes e apontadas como o pano de fundo para a tragédia.

Investigação

A Polícia Militar e a perícia técnica realizaram os levantamentos no imóvel. O caso agora segue para investigação da Polícia Civil, que busca o paradeiro de Adriano. O crime deve ser tipificado como homicídio qualificado por motivo fútil, com o agravante de ter sido cometido contra o ascendente.

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