POLÍCIA INVESTIGA MORTE DE ARQUITETA NA BR-262; HIPÓTESE DE FEMINICÍDIO NÃO É DESCARTADA

A investigação apurou que o casal enfrentava um processo de separação, fator que coloca a polícia em alerta para possíveis motivações criminosas. "A versão dele é de que ela teria se jogado, mas trabalhamos tanto com a hipótese de suicídio quanto com a de um eventual feminicídio", destacou Serpa.

13/04/2026

Nilson Lobão

CAMPO GRANDE (MS) – A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga as circunstâncias da morte da arquiteta Ely Quevedo, de 53 anos, ocorrida na BR-262, na saída para Cuiabá. A vítima morreu após cair de uma caminhonete em movimento. Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como queda de veículo, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) trabalha com diferentes frentes, incluindo a possibilidade de feminicídio.

O incidente mobilizou equipes de perícia e investigadores logo após o chamado. Segundo a delegada Larissa Serpa, da Deam, a prioridade inicial foi o isolamento do local e a coleta de vestígios que pudessem indicar a dinâmica da queda.

“Recebemos a informação de que uma mulher teria vindo a óbito após queda de um veículo e iniciamos as diligências para apurar as circunstâncias. No momento, não temos a confirmação se se trata de um crime, acidente ou suicídio”, explicou a delegada.

O marido da vítima, que conduzia o veículo no momento do ocorrido, foi a principal testemunha ouvida até agora. Em seu relato, ele afirmou que a esposa teria se jogado da caminhonete voluntariamente.

A investigação apurou que o casal enfrentava um processo de separação, fator que coloca a polícia em alerta para possíveis motivações criminosas. “A versão dele é de que ela teria se jogado, mas trabalhamos tanto com a hipótese de suicídio quanto com a de um eventual feminicídio”, destacou Serpa.

Provas Técnicas e Imagens

Para esclarecer o que de fato aconteceu dentro da cabine do veículo, a Polícia Civil aposta em dois pilares:

  1. Imagens de câmeras: estão sendo coletadas gravações de empresas e radares no entorno da rodovia para analisar a velocidade e o comportamento do veículo antes do fato.
  2. Histórico de Violência: A polícia verifica se havia registros anteriores de violência doméstica entre o casal. Até o fechamento desta edição, não havia confirmações oficiais de denúncias prévias, mas a checagem continua.

O condutor foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento formal. Até o momento, a polícia não efetuou a prisão em flagrante, aguardando os laudos necroscópicos e a análise preliminar das imagens para decidir sobre o indiciamento ou medidas cautelares.

O caso segue sob sigilo parcial enquanto novas testemunhas e familiares são ouvidos para traçar o perfil psicológico da vítima e a rotina do casal.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.