CORREGEDORIA DA POLÍCIA MILITAR PRENDE POLICIAIS QUE MATARAM SUSPEITO COM TIRO NAS COSTAS EM MATO GROSSO DO SUL (VEJA VÍDEO)
Imagens de câmeras de segurança desmentiram a versão dos agentes, que alegaram legítima defesa; vítima era suspeita de participar de duplo homicídio em Anastácio.
04/04/2026
Por Nilson Lobão | Portal Saiba Tudo
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul efetuou, nesta semana, a prisão de dois policiais militares envolvidos na morte de Welington dos Santos Vieira, de 27 anos. O caso, ocorrido na última terça-feira (31) em Anastácio, tomou um novo rumo após evidências em vídeo contradizerem o boletim de ocorrência registrado pela guarnição.
A CONTRADFIÇÃO DAS IMAGENS
No registro oficial da ocorrência, os policiais afirmaram que Welington teria avançado contra a equipe com uma faca escondida no calção durante uma abordagem. No entanto, imagens de câmeras de segurança obtidas pela investigação mostram um cenário diferente: o jovem foi baleado pelas costas enquanto tentava fugir correndo dos agentes.
Diante da gravidade dos fatos, a própria Corregedoria da PM solicitou a prisão temporária dos envolvidos, que foi acatada pelo Poder Judiciário. Em nota, a instituição afirmou que a medida visa “resguardar a ordem pública e assegurar a integridade e a lisura das investigações”.
Welington era um dos investigados pelo assassinato de Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos, e Maria Clair Luzni, de 46 anos. O casal foi morto de forma brutal em um crime que chocou a região. Segundo a Polícia Civil:
Mandantes: A própria filha do casal, Maria de Fátima Luzni Fernandes, e seu namorado, Wendebrson Haly Matos da Silva, estão presos e são apontados como os mentores do crime.
Executores: além de Welington, David Vareiro Machado (24) teria participado da execução. David foi morto por Wendebrson no dia seguinte ao crime, após cobrar o pagamento pelo “serviço”.
DEFESA CONTESTA ENVOLVIMENTO
Apesar das suspeitas da polícia, a defesa da família de Welington nega veementemente sua participação no duplo homicídio. Segundo os advogados, testemunhas apresentadas durante a investigação não o reconheceram como um dos autores do crime contra o casal.
Os policiais detidos foram encaminhados ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. O inquérito policial militar segue em curso para apurar as circunstâncias do disparo e a falsidade ideológica no preenchimento do boletim de ocorrência.
Os três policiais que participaram da ação original já haviam sido afastados de suas funções operacionais antes da decretação das prisões.
O espaço segue aberto para a manifestação das defesas dos policiais citados.