EX-VEREADOR E POLICIAL MILITAR SÃO PRESOS EM SIDROLÂNDIA POR ATENTADO A MOTOENTREGADOR

Crime ocorreu em outubro de 2025; investigação aponta que vítima foi atraída para entrega de açaí antes de ser atingida por cinco tiros.

23/02/2026

Nilson Lobão

ITAPORÃ (MS) – Em uma operação coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o ex-vereador e pecuarista C.P, de 72 anos, e o segundo sargento da Polícia Militar L.G.O foram presos suspeitos de envolvimento em uma tentativa de homicídio contra um motoentregador. As prisões temporárias foram cumpridas na última sexta-feira (20).

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A EMBOSCADA 

O crime, ocorrido em outubro de 2025 no Bairro Copacabana, foi detalhadamente planejado, segundo o inquérito. A vítima foi atraída ao local para realizar a entrega de um açaí. Ao chegar, o entregador foi surpreendido por ocupantes de um Fiat Palio Weekend branco.

De acordo com as investigações:

O atirador estava no banco traseiro e efetuou diversos disparos sem descer do veículo.

A vítima foi atingida por cinco tiros, sendo socorrida por moradores locais.

O veículo utilizado teria sido emprestado a pedido do ex-vereador, enquanto o sargento é apontado como o executor.

Em depoimento, a vítima revelou que vinha sofrendo ameaças de L.G.O devido a um relacionamento conturbado com a sobrinha do policial. Além do conflito passional, o entregador mencionou desentendimentos financeiros com um familiar de C.P, que seria agiota, embora tenha negado desavenças diretas com o ex-vereador até então.

PRISÕES E APREENSÕES

C.P foi localizado em um trecho da BR-060, em Sidrolândia. Durante a abordagem, ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, portando uma pistola Beretta calibre .380 com 11 munições.

Embora o delegado Rodolfo Daltro tenha arbitrado uma fiança de R$ 5 mil pelo porte da arma, o valor não foi pago. Durante a audiência de custódia realizada neste domingo (22), o juiz Aluizio Pereira dos Santos converteu o flagrante em prisão preventiva.

O sargento L.G.O, além deste atentado, já é investigado por outro homicídio ocorrido em fevereiro deste ano. Ambos os suspeitos permanecem detidos na sede da especializada, e o caso segue sob investigação da DHPP para apurar se há mais envolvidos na arquitetura do crime.

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