PEDÁGIO DE TRÊS LAGOAS A CAMPO GRANDE NA BR-262 DEVE SOMAR QUASE 60 REAIS NO BOLSO DO USUÁRIO

Para quem sai de Três Lagoas com destino à capital (ou vice-versa) pela BR-262, a viagem para um veículo de passeio terá um custo total de R$ 57,60 em pedágios.

29/12/2029

Os motoristas que utilizam a BR-262, principal ligação rodoviária entre Três Lagoas e Campo Grande, devem começar a pagar pedágio apenas no fim de novembro de 2026. A cobrança faz parte da concessão da chamada Rota da Celulose, que prevê quatro pórticos eletrônicos ao longo do trajeto, com valor total de R$ 57,60 para veículos de passeio.

A concessão ainda está na fase final de trâmites burocráticos. A previsão mais recente do Governo do Estado é de que a assinatura do contrato com o consórcio vencedor ocorra apenas na primeira quinzena de 2026. Esse prazo considera etapas legais, análises documentais e a formalização do arrolamento de bens federais e estaduais, necessários para que a concessionária assuma efetivamente a operação das rodovias.

Somente após a assinatura do contrato começa a contar o prazo de 12 meses para a execução das intervenções iniciais obrigatórias. A cobrança do pedágio não será automática ao fim desse período e dependerá de autorização da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS), que irá avaliar se todas as exigências contratuais foram cumpridas. Por isso, a expectativa é de que os usuários passem a pagar pedágio apenas no fim de novembro de 2026.

Na BR-262, o primeiro pórtico será instalado no km 39, entre Três Lagoas e Água Clara, com tarifa de R$ 12,60. O segundo ficará no km 104, no mesmo trecho, com cobrança de R$ 14,75. O terceiro ponto está previsto para o km 207, entre Água Clara e Ribas do Rio Pardo, com valor de R$ 16,55. O último pórtico será no km 292, entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, com tarifa de R$ 13,70. Os valores já incluem o desconto de 8% ofertado pelo Consórcio Caminhos da Celulose no leilão realizado em maio de 2025.

Além da BR-262, a concessão abrange outras rodovias estratégicas da região Leste de Mato Grosso do Sul, fundamentais para o escoamento da produção industrial e logística do Vale da Celulose. Na MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo, o valor total do pedágio será de R$ 41,20, distribuído em três pórticos. Na MS-338, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu, haverá um ponto de cobrança com tarifa de R$ 10,40. Já na BR-267, que liga Bataguassu, Casa Verde e Nova Alvorada do Sul, o custo total para automóveis será de R$ 43,70, considerando quatro pórticos.

Ao todo, a Rota da Celulose contará com 14 pórticos de pedágio, incluindo dois em trechos de pista dupla. As tarifas informadas são válidas para automóveis e terão multiplicadores conforme a categoria do veículo e o número de eixos.

O sistema de cobrança será implantado no modelo Free Flow, conhecido como pedágio eletrônico de livre passagem. Nesse formato, não há praças físicas nem cancelas. Os veículos passam pelos pórticos na velocidade da via, e a identificação é feita automaticamente por meio de TAG eletrônica ou pela leitura da placa. A cobrança ocorre de forma digital, de acordo com o trecho percorrido pelo usuário.

A concessão contempla 870,3 quilômetros de rodovias federais e estaduais, incluindo trechos das BRs 262 e 267 e das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395. Desse total, apenas 115 quilômetros serão duplicados. A maior parte está concentrada na BR-262, entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, com 101,73 quilômetros. Outros 13,5 quilômetros de pista dupla estão previstos na BR-267, em Bataguassu.

No trecho da BR-262 entre Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, que permanecerá em pista simples, o contrato prevê 57,57 quilômetros de terceira faixa e cerca de 22 quilômetros de acostamentos. Também está prevista a implantação de um contorno rodoviário duplicado em Ribas do Rio Pardo, com pouco mais de 12 quilômetros, para retirar o tráfego pesado da área urbana.

O investimento total estimado da concessão é de R$ 10,098 bilhões ao longo de 30 anos. Desse valor, aproximadamente R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras e ampliações da infraestrutura viária, enquanto R$ 3,1 bilhões correspondem aos custos de operação, manutenção e conservação das rodovias concedidas.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.