SAÚDE: HOSPITAL REGIONAL DE TRÊS LAGOAS MUDA FLUXO DE ATENDIMENTO A PARTIR DE MAIO; ENTENDA O QUE MUDA

A Secretaria reforça que a reorganização não significa redução de serviços, mas sim uma melhor distribuição da carga de trabalho entre o município e o estado para fortalecer a rede regional de saúde.

12/04/2026

Nilson Lobão

TRÊS LAGOAS (MS) – O cenário da saúde pública na região da Costa Leste passará por uma importante reestruturação. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) anunciou que, a partir do dia 4 de maio, o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé deixará de operar com o sistema de “Portas Abertas” para o Pronto Atendimento Médico.

A unidade, que até então recebia pacientes de demanda espontânea, passará a atender exclusivamente casos encaminhados pelo Complexo Regulador Estadual.

FOCO EM ALTA COMPLEXIDADE

A mudança estratégica visa transformar o Hospital Regional em um centro de referência para procedimentos de média e alta complexidade. Com a nova organização, a estrutura será otimizada para focar em especialidades vitais que possuem alta demanda na região, tais como:

  • Cardiologia
  • Neurologia e Neurocirurgia
  • Cirurgia Pediátrica

Segundo a SES, o objetivo é garantir que o leito hospitalar e a equipe especializada sejam utilizados por pacientes que realmente necessitem de intervenções complexas, aumentando a eficiência e a resolutividade da rede pública.

GUIA PARA A POPULAÇÃO: ONDE BUSCAR ATENDIMENTO?

Com o fechamento do Pronto Atendimento direto no Hospital Regional, os moradores de Três Lagoas e cidades vizinhas devem ficar atentos ao novo fluxo:

  1. Casos de Baixa Complexidade e Rotina:
    • Onde ir: Unidades de Saúde da Família (USF) nos bairros.
    • Exemplos: febre baixa, renovação de receitas, trocas de curativos, consultas de rotina e acompanhamento de doenças crônicas.
  2. Urgências e Emergências de Baixa e Média Complexidade:
    • Onde ir: UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou Hospital Auxiliadora.
    • Exemplos: acidentes domésticos, crises de dor aguda, fraturas leves e mal-estar súbito.
  3. Casos de Alta Complexidade (O papel do Hospital Regional):
    • O paciente não deve ir direto ao Regional. Ele será atendido na UPA ou no Hospital Auxiliadora e, caso os médicos identifiquem a necessidade de um especialista ou cirurgia específica, o sistema de regulação providenciará a transferência interna para o Hospital Regional Magid Thomé.

O QUE DIZEM AS AUTORIDADES?

A medida é vista como um passo para consolidar o hospital como uma unidade “vocacionada”. Ao retirar o fluxo de atendimentos primários da unidade, a expectativa é reduzir as filas de espera para cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo que o paciente certo esteja no local certo, no tempo oportuno.

A Secretaria reforça que a reorganização não significa redução de serviços, mas sim uma melhor distribuição da carga de trabalho entre o município e o estado para fortalecer a rede regional de saúde.

Serviço:

  • Evento: Mudança no fluxo de atendimento do Hospital Regional de Três Lagoas.
  • Data de início: 4 de maio de 2026.
  • Novas portas de entrada: USFs, UPA e Hospital Auxiliadora.

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