BICICLETAS ELÉTRICAS INVADEM CALÇADAS E GERAM REVOLTA EM ANDRADINA-SP
Moradores e comerciantes denunciam falta de fiscalização e desrespeito a vagas preferenciais; pedestres são obrigados a caminhar entre carros para desviar de veículos estacionados irregularmente.
03/03/2026
Nilson Lobão/Saiba Tudo
ANDRADINA – O que deveria ser uma alternativa de transporte sustentável e ágil tornou-se o centro de uma polêmica em Andradina. A região central da cidade enfrenta um cenário de desordem urbana provocado pelo estacionamento irregular de bicicletas e motos elétricas. O problema, que se arrasta há meses, atingiu um ponto crítico, gerando reclamações de pedestres, lojistas e instituições que se sentem “ilhados” pelo bloqueio de calçadas.
O ponto mais sensível da denúncia reside na ocupação de vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência (PCD). Relatos indicam que condutores de veículos elétricos utilizam essas áreas exclusivas sem qualquer advertência das autoridades.
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Nas calçadas, a situação é ainda mais grave. Em frente a uma escola de idiomas no Centro, o acúmulo de veículos impede o fluxo de pedestres. Segundo a direção da unidade, as bicicletas elétricas não pertencem aos alunos, mas são deixadas ali por usuários que circulam pela região.
“Estamos enfrentando uma situação muito complicada. Muitos idosos passam por aqui, assim como crianças. Essas pessoas estão sendo obrigadas a passar pela rua porque a calçada está obstruída”, relatou uma representante da instituição, que preferiu não se identificar.
FISCALIZAÇÃO
A principal queixa de quem convive com o problema é a sensação de impunidade. Como muitos desses veículos não possuem placa, há uma confusão generalizada sobre quem deve fiscalizar e quais punições podem ser aplicadas.
Embora o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) possua normas sobre veículos autopropelidos e ciclomotores, a aplicação prática em nível municipal ainda parece distante da realidade de Andradina.
RESPONSABILIDADE DOS PAIS
Além da omissão do poder público, o debate levanta a questão da educação doméstica. Grande parte dos usuários desses veículos são adolescentes cujos pais investiram no equipamento, mas não orientaram sobre as regras básicas de convivência.
“O problema é educacional. O jovem recebe o veículo, mas não entende que a calçada é o espaço do pedestre”, afirma um comerciante da área central que já registrou diversas reclamações na prefeitura.
O QUE DIZ A LEI (CONTRAN 996/23)
Para quem busca soluções, é importante entender as categorias:
Bicicletas Elétricas: Devem ser estacionadas em locais que não obstruam a passagem (paraciclos).
Ciclomotores (Motos Elétricas com acelerador): Devem seguir as mesmas regras de estacionamento de motocicletas comuns, sendo proibido o uso de calçadas.
Até o fechamento desta matéria, a prefeitura e os órgãos de trânsito locais não haviam anunciado medidas concretas para reorganizar o estacionamento desses veículos no quadrilátero central.
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